narasouza

 

PEDAGOGIA EM AÇÃO

Page history last edited by Anonymous 2 yrs ago

O CAMINHO

 

              Ainda não são 7 horas da manhã quando fecho o portão da  minha casa e tomo a rua Francisco Balboa, que não está asfaltada, nem ao menos calçada.

Olho em volta e percebo que a maioria das casas estão em silêncio.Portas e janelas cerradas denunciam que seus moradores ainda dormem e observo como a minha rua é arborizada com uma variedade interessante não só de árvores, mas de flores também.

              A uns 90 metros da minha casa há uma esquina e me direciono, então a esquerda ( rua Cruzeiro do Sul), aqui a rua já é asfaltada e assim será até a escola em que trabalho. Por mais uns 200 metros sigo em linha reta bem no momento em que Sol começa a despontar. Ã‰ sem dúvida uma bela visão!

              De um lado a outro desta rua, há em sua maioria casas e alguns pequenos estabelecimentos comerciais e um posto de lavagem de carro. A esta hora, tudo  está fechado.

              Chegando ao final desta, sigo Ã  direita, Estrada Passo do Carvalho, e vou em frente a pé, pois neste horário é muito agradável e necessário uma boa caminhada.

              Esta estrada é bem mais movimentada, tanto por pedestres, como por veículos, inclusive ônibus, é a estrada que leva ao centro da cidade e também em sentido oposto, a ULBRA de Gravataí. Do lado direito se concentram residências e no outro um conjunto habitacional ainda em construção, madeireira, vários supermercados, fruteiras e o mais variado tipo de comércio, mas nem por isso a visão deixa de ser bonita, cheia de natureza, mas com muito barulho de motor.

              Chego próximo a uma rótula e a minha direita está o Cemitério Municipal de Gravataí, o deixo ao lado e sigo sempre em frente, agora caminho pela rua José Loureiro da Silva, uma das principais da minha cidade. Passo pelo Presídio Municipal, e logo mais adiante pela faraônica construção da futura Câmara dos Vereadores , um clube Desportivo e adiante a uma clínica odontológica .As casas agora, se apresentam mais ricas e seus jardins mais bem cuidados, fica claro que estamos chegando ao centro da cidade e também a uma parte mais nobre dela.

             Um pouco antes de chegar bem no coração da cidade, passo por duas escolas, uma particular Gensa, e outra estadual, Barbosa Rodrigues; as crianças já estão chegando, a conversa animada e típica de adolescentes se ouve ao longe, e o tumulto de carros, vans, ônibus e gente já é considerável para  7 e meia da manhã!

Neste trecho há uma bifurcação e sigo pela direita.

             Sinal vermelho para os veículos, eu posso seguir, as lojas estão fechadas, a cidade acorda como que em grupos, observo que neste instante que o grupo dos lojista ainda não está preparado para um novo dia.

            A cidade ainda não tem tanta gente nas ruas, tudo começa devagar, as calçadas estão limpas e o calor ainda é suportável. Os camelôs começam a organizar suas banquinhas, ainda não  há os pedintes na rua...

            A rua Ã© Anápio Gomes, paralela a principal.

            Passo em frente a futura sede do Sesc,e já tem operários por lá, logo em seguida passo por mais uma escola particular; Dom Feliciano a minha esquerda.E a minha direita um pequeno museu ao ar livre, peças de uma antiga tafona, com engenhocas de madeira que é um verdadeiro tesouro.

            Há uma descida em meu caminho e quando olho para o céu não consigo vê-lo com clareza, pois as copas das árvores me impede, não há casas a minha esquerda, só uma vegetação bem cerrada.Em minha direita há uma casa que faz molduras de quadros, ao lado um templo maçônico  e até o final desta rua as casas  são como mini mansões e  numa delas há um sininho que faz barulho com a brisa, é lindo...

            Na esquina converto a esquerda, rua Timótio Fonseca, e além casas há um local que é a sede dos Escoteitos, e logo em frente o Clube Alvi Rubro, e na próxima quadra o 17º Batalhão da Brigada Militar, nesta mesma quadra dobro a direita, chegando a rua Coronel Sarmento, e por mais alguns metros totalizo os 3 quilômetros e meio da minha casa até a minha escola, um caminho que tem feito bem ao meu corpo e a minha mente.


 

 

         Nara, apesar do caminho para a tua escola ser longo, conseguiste descrever de uma forma tão suave que até parece um passeio, com tantas coisas para admirar, que torna-se um caminho curto e agradável.

        Gosto muito da maneira como te expressas, sempre com muita clareza.

        Beijos,

                    Lígia!

 

Nara, muito lindo teu trabalho, claro, e cheio de belezas para admirar. Parabéns colega!  De sua colega Ivete.

 

Nara devo dizer que esta descrição está maravilhosa. Fez-me viajar contigo. Muito bom mesmo, parabéns. Bia

Comments (0)

You don't have permission to comment on this page.